FIRST LOVE 2 — III

16:51



12 anos se passaram desde o dia em que Henry encontrou, no porão, um desenho dele mesmo ao lado de Hyerin. Após tê-la reencontrado e se apaixonado novamente, suas vidas tomaram o rumo esperado: formaram-se, casaram-se, tornaram-se pais. Nesta sequência de “First Love”, o casal bochechas vive repleto de lembranças e boas memórias de tudo aquilo que passaram juntos. Uma em específico, porém, nunca foi mencionada ao marido por parte da mulher. Por que aquele nome nunca foi mencionado antes?



III.
         Era domingo e, como sempre, Hyerin estava na cozinha, testando uma de suas novas receitas retiradas do facebook. Nem sempre davam certo e muitos foram os almoços que o marido precisava ligar para a pizzaria mais próxima para não deixar seus filhos com fome. Mas no fim das contas, toda a família se divertia nesses domingos. Naquele em especial Hyunsik, o irmão mais novo da fotógrafa, fora convidado para almoçar com a família. Por ter sido contratado há pouco tempo, as crianças não se lembravam o dia que tinham visto o tio e Hyerin achou aquele fim de semana o mais apropriado para matarem a saudade dele. Mike, como sempre, o mais animado com visitas, corria de um lado para o outro na cozinha, tentando ajudar a mãe onde pudesse. Era engraçado vê-lo se sentindo o próprio chef de cozinha quando colocava sal na comida ou separava as laranjas para o suco por cor. Lizzy e o pai organizavam a sala, retirando todos os brinquedos por ali espalhados, quando a campainha tocou. As duas crianças saíram correndo e se dirigiram a porta. Henry, que no momento estava mais próximo da porta, foi atender.
         - TIO HYUNSIK, TIO HYUNSIK! - As crianças gritaram em uníssono assim que Henry abriu a porta, nem dando chances para que pai cumprimentasse o outro. Ambos os adultos riram.
         - E aí, pirralhos. – Ele se abaixou e colocou o rosto para frente. – Cadê meu beijo? - As duas crianças sorriram e cada uma beijou uma bochecha. – Agora sim.
         - E aí, advogado? - Henry o cumprimentou assim que Hyunsik levantou, dando-lhe a mão, logo recebendo um abraço.
         - Nem me lembre disso. – Disse, coçando a nuca e rindo relaxado. – Ultimamente eu fico me perguntando se não seria melhor viver as custas da mamãe pro resto da vida.
         - Até parece que ela iria achar ruim, né, Hyunsik. Ela quase morre quando você começou a trabalhar. – Hyerin surgiu no cômodo, abrindo os braços e dando um abraço apertado no irmão. Assim que todos os cumprimentos calorosos foram feitos, todos se dirigiam a cozinha que tinha a mesa completamente posta. As janelas estavam abertas, deixando o lugar mais claro e fresco. E, por sorte, Hyerin não teve contratempos na comida dessa vez.
         Faltavam alguns ajustes para almoçarem, Hyerin e Henry arrumavam a mesa enquanto Hyunsik trazia copos e pratos, sendo seguidos pelas crianças que nada traziam, mas se sentiu parte do time. Foi então que a campainha tocou.
         - Ué, você está esperando mais alguém? – Perguntou Henry à esposa, que negou com a cabeça.
         - Deixa que eu atendo. Se for alguém indesejado, eu finjo que vocês não estão em casa e eu estou com as crianças. – Hyunsik deu de ombros e saiu, rumando a porta.
         Hyerin apenas deu ombros e riu, encarando a mesa, repleta dos mais variados pratos, com um sorriso no rosto. Adorava cozinhar e, mais ainda, adorava o fato de apreciarem sua comida. Foi quando, numa dessas discussões infantis que passam despercebidas pelos adultos, Mike puxou o cabelo de Lizzy e a garota gritou, tirando a mãe de seus pensamentos.
         - Mike! Para de importunar a sua irmã! - Repreendeu Henry, puxando o braço do garoto que estava próximo à ele.
         - O papai sempre defende a Lizzy e ela fez errado! – O garoto choramingou, enquanto falava com a mãe. A irmã nada disse, apenas arrumava o cabelo, formando um bico nos lábios.
         - Fica quieto, Mike! Quantas vezes eu já disse pra não puxar o cabelo da sua irmã? – Os olhos de Hyerin eram fixos no garoto, que murchou ao perceber que não ganharia a defesa da mãe daquela fez.
         - Mas ela…
         - Ela te bateu coisa nenhuma, não inventa. Pede desculpas. – Ele fechou a cara, Hyerin aumentou o tom de voz. – Agora! – A contragosto, Mike se virou para a irmã e pediu desculpas pela violência, ela assentiu e se voltou para a mãe, virando a cabeça em um pedido mudo para que ajeitasse o cabelo que logo foi atendido.
         - É impressão minha ou o Mike herdou sua capacidade de importunar irmãs, Henry? – Whitney surgiu na porta da cozinha, fazendo os pequenos pularem e correrem até ela, abraçando suas pernas. A mulher riu, abaixando-se e apertando um de cada lado de seu corpo.
         Hyunsik, que observava a outra com expressão desgostosa, exibiu um curto sorriso nos lábios ao vê-la interagir com as crianças. O casal Lau, que assistia a cena de camarote, apenas se encarou e riu baixo, já sabendo o que resultaria daquilo.
         - Whit! Que milagre é esse? – Henry se levantou, indo até a irmã e a abraçando.
         - Milagre é uma palavra muito forte, ou você esqueceu que me convidou para vir aqui hoje? – Ela colocou as mãos na cintura e formou um bico nos lábios, recebendo uma expressão culpada do mais velho.
         - Esquecer não é bem a palavra... – Ele coçou a nuca e recebeu um tapa na esposa, que estava logo atrás de si.
         - Desculpa, Whit! Esse lerdo não me avisou que você viria. – Elas se abraçaram. – Mas vem cá que eu tenho complexo de vó e fiz comida pra um batalhão.
         - Deus abençoe seu complexo de vó, então. – Riu Whitney, fazendo com que os demais rissem e sentassem à mesa, exceto Henry, que fora buscar mais utensílios para a nova convidada.

         O almoço já tinha sido devorado por todos os presentes, deixando uma Hyerin aliviada e satisfeita. Ela sempre ficava apreensiva quando testava uma receita nova, temendo desagradar o paladar dos demais ou simplesmente ter feito algo de errado. Mas ninguém havia reclamado e ela conhecia seus familiares o suficiente para saber que com certeza reclamariam caso algo não agradasse. Os quatro adultos conversavam ou tentavam manter uma conversa, já que Hyunsik e Whitney se alfinetavam o tempo todo, o que rendia boas risadas aos donos da casa e grandes dúvidas dos pequenos, que eram novos demais para entender o que estava acontecendo.
         Enquanto os adultos interagiam, Mike e Lizzy iniciavam mais uma briga infantil que, até então, não era notada pelos pais. Hyunsik, porém, tentava conter o riso ao presenciar aquela cena, sempre se divertia ao ver os sobrinhos brigando, lembrando da época que ele importunava a Hyerin do mesmo jeito. Ele também apelava para mãe, por ser o mais novo, mas nunca dava certo. Hyerin e aquela maldita mania de ficar calada, com cara de vítima – até porque, ela era vítima – fazia seus pais perceberem que o garoto estava errado e lhes davam broncas.
- Vocês sabiam que a mãe de vocês e eu éramos do mesmo jeito? - Hyunsik começou atraindo a atenção dos outros, que por um momento, esqueceram da presença dele ali.
- Você puxava o cabelo da mamãe, Tio Hyunsik? Que coisa feia! Puxar o cabelo dói. – Resmungou Lizzy olhando para o irmão, fazendo os demais rirem baixo, apreciando tamanha fofura.
- Puxava sim, Lizzy! E sempre levava bronca da sua avó por isso. Eu vivia pregando peças na mãe de vocês. – O sorriso que adornou seus lábios era malicioso.
- Não só nela, pelo que sei... – Whitney comentou baixo, antes de dar um gole no suco, recebendo um olhar de repreensão de Hyunsik. Ela ignorou.
- E eu sempre dedurava, é claro. – Foi a vez de Hyerin, que deu de ombros e os demais riram. – Mas ele morre de saudades de mim, quando eu me casei com o pai de vocês, ele chorou por uma semana.
- Sério? – Perguntou Mike, achando aquilo um absurdo. – Quando a gente for grande e a Lizzy casar, eu vou ficar feliz. – O menino balançou a cabeça, concordando com a fala. Ela deu língua em reclamação, sendo repreendida pelo pai.
- Deixa de exagero, Hyerin. Não foi tudo isso!
- Ele ficou bêbado no casamento. – Whitney ria ao relembrar, os Lau demonstraram curiosidade. – Vocês sabem, né, eu conheci o Hyunsik no dia do casamento. Quando vocês foram embora, ele ficou bêbado e começou a choramingar sobre a Hyerin...
- Não brinca com uma informação dessas, Whitney! – A mulher demonstrou animação, o irmão mais novo fez uma careta.
- É óbvio que isso é mentira! – Rebateu Hyunsik, sem credibilidade na voz.
- Não acho justo ela casar com aquele carinha e me abandonar... – Ela afinou a voz e forçou um soluço, intensificando a imitação. – Ele nem é tão legal assim, só porque tem esse papinho de jardim de infância. – Enquanto os outros riam, Whitney rolou os olhos e mexeu a cabeça, quase uma bêbada de verdade.
- E por que a gente nunca soube disso? – Perguntou Henry, vendo Hyunsik cruzar os braços, emburrado.
- Porque ele me subornou pra ficar calada. – Ela sorriu maliciosa ao encará-lo. – Pois é, meu caro, seu pagamento expirou.
Não é preciso comentar que os risos e brincadeiras sobre Hyunsik bêbado duraram certo tempo.
- Enfim, como eu ia dizendo... – O rapaz interrompeu, após um longo suspiro. – Mas eu senti falta, sim. Na verdade, eu ainda sinto. – Ele olhou para a irmã com os olhos brilhantes e ela lhes segurou a mão. – Até porque era você que arrumava o meu quarto, desde que vocês casaram que o lugar não é o mesmo. – Hyerin aproveitou da mão na dele para beliscá-lo. Os presentes riram.
- Crianças, no dia do meu casamento, o tio de vocês falou umas coisas bem bonitas, até fez a mamãe chorar. – Hyerin esboçou um sorriso largo e um olhar nostálgico.
- Não que seja muito difícil fazer você chorar, né, Hyerin. – Alfinetou Whitney, fazendo-a rolar os olhos.
- Mas como eu ia dizendo, foi assim: eu já estava pronta, na sala de espera...

Cerca de 10 anos atrás

         Era o grande dia. Desde que o pedido fora feito que Hyerin não conseguia conter a ansiedade. Toda mulher sonhava com o dia do seu casamento e o da fotógrafa chegara mais rápido do que ela mesma imaginou. Todo o alvoroço de arrumação, cabelo e maquiagem já havia terminado e a cerimônia estava prestes a começar. E ali, na sala de espera, eram apenas ela e seu belo reflexo no grande espelho a sua frente. Os olhos estavam levemente marejados e sorria de forma boba. As mãos passavam pela saia longa e rendada do vestido tão branco e que delineava seu corpo de uma maneira perfeita. Os ombros à mostra, a maquiagem leve que realçavam os finos olhos, o coque lateral com uma única presilha em formato de flor adornando o penteado, dispensara o véu. Os lábios, avermelhados, estavam curvados em um largo sorriso. Nem mesmo conseguia acreditar que era o seu casamento.
    - Você ‘tá mais boba que o normal ou é impressão minha? – Hyunsik surgiu com as mãos nos bolsos, fazendo sua irmã mais velha pular de susto, levando uma das mãos ao peito, o outro riu.
    - Hyunsik! Você precisa parar de aparecer assim do nada! – Os olhos se fecharam por alguns segundos, tentando amenizar o susto. O mais novo riu e se aproximou da irmã, olhando-a por cima dos óculos.
    - Você vai sentir falta disso, pode admitir. – Sorriu maroto, enviando uma piscadela. Hyerin riu.
    - Olha, levando em consideração o quão importante é o dia de hoje, eu admito sim. – As mãos foram guiadas até o paletó do irmão, arrumando a gravata, mesmo que não fosse preciso.
    - Realmente, o dia que alguém decidiu ser louco o suficiente pra casar com você deve ser lembrado e comemorado. – O tom era esnobe e as mãos da irmã puxaram-lhe a gravata, ele esboçou dor. – Outch.
     - Não acredito que você veio me importunar no dia do meu casamento, seu idiota. – Hyerin rolou os olhos e se afastou, voltando a encarar o próprio reflexo, podendo ver através do espelho Hyunsik rir e ainda com as mãos nos bolsos, aproximar-se dela de novo. Parou ao seu lado, olhando-a pelo espelho.
    - Vou sentir falta disso. – Deu de ombros e sorriu de canto. – Te assustar era um dos meus hobbies favoritos. Vou sentir falta dos seus surtos quando percebia que eu comi um dos chocolates caros ou quando eu fingia ser seu namorado nas festas pelo simples prazer de te ver com raiva por perder uma possível ficada. – Ele riu ao se lembrar o quão engraçado era vê-la irritada. Hyerin sorriu, sentindo seus olhos marejarem levemente.
    - Hyunnie... – Disse baixo o apelido que o chamava na infância, fazendo-o sorrir novamente.
    - De início eu não fui com a cara do Henry pelo simples fato de ele achar que só porque tinha sido seu namoradinho no jardim, que ele podia chegar assim... – O ciúme era claro no tom de voz e ela riu. – Mas confio nele pra tomar conta de você.
    - Mas eu sou a irmã mais velha, eu que tomei e tomo conta de você. – Ela cruzou os braços e adotou uma expressão superior, já que sabia que aquela discussão sempre o “irritava”.
     - Eu tenho o dobro do seu tamanho e todo mundo sempre acha que você tem dois anos a menos que o normal, então não discuta comigo. – Deu de ombros e ela rolou os olhos mais uma vez. As mãos saíram dos bolsos e seguraram os braços da irmã, virando-a para si e deslizando até que entrelaçasse os próprios dedos aos dela. – Eu queria que esse dia demorasse um pouco mais, porém vou aprender a viver sem seus cookies e suas fotos aleatórias e que eu odeio.
     A garota tentava ao máximo não chorar. Os olhos marejaram novamente e precisou erguer um pouco o rosto para impedir que as lágrimas caíssem e borrassem a maquiagem. Hyunsik aproximou os lábios da testa dela e selou ali de forma demorada. As mãos da mais velha seguraram as dele com força e os olhos se apertaram. Hyerin precisou respirar fundo para afastar o choro.
    - Não acredito que vai me fazer chorar logo hoje. – Sussurrou em um tom manhoso, ele riu.
    - Você é uma manteiga derretida e a culpa é minha? Tsc tsc, nem tudo é culpa do irmão mais novo, sabia? – Enquanto a irmã negava com a cabeça, Hyunsik levou as mãos aos óculos, retirando-os e colocando no rosto da irmã, Hyerin se viu confusa.
    - Só uma coisinha pra você se lembrar de mim. – Sorriu e tocou o nariz dela com o indicador. – E também porque quero um novo. Direi a mãe que perdi.
    - Nossa... você entra e sai de um momento fofo em segundos. – Voltou a negar com a cabeça e o empurrou levemente. – Mas e você?
    - Vim de lente, preciso impressionar a irmã do Henry. – O rosto se virou para o espelho e uma das mãos foi ao cabelo, arrumando-o. Hyerin fez o mesmo, aos risos.

­    - Devo interromper pra dizer que sim, eu consegui impressionar sem os óculos. – Hyunsik ergueu o rosto de maneira esnobe, fazendo Whitney rolar os olhos.
    - Impressionou porque eu não fazia a mínima ideia do que me aguardava, né, Hyunsik Oh... – Ela arqueou uma sobrancelha e, após alguns segundos de diversão com a discussão alheia, Hyerin voltou a se pronunciar.
    - Enfim, como eu ia dizendo...

    - Mal casei e você já está de olho na minha cunhada, é isso mesmo? – Analisava o próprio rosto com os óculos do irmão, até gostando do resultado. Provavelmente só optaria para mudar o grau das lentes, afinal, ele usava bem mais que ela. – Mas vocês já chegaram a conversar pelo... – Se virou animada e ele já não estava mais lá. Não havia nenhum indício de que Hyunsik passara por lá. – menos. – Hyerin apenas suspirou pesado. – Hyunsik me deixar falando sozinha, é só Hyunsik sendo ele mesmo.
    Voltou a olhar o espelho, sorrindo pequeno ao tocar a armação que adornava seu rosto. Alguns segundos depois as moças do buffet surgiram, indicando que a entrada da noiva já estava próxima. Suspirou e tirou os óculos, colocando-os ao lado dos seus pertences e dando uma última checada no espelho.
    A hora havia chegado.
    Ela diria o “sim” que tanto sonhara.

         - Tio Hyunsik, por que você sempre some do nada? – Perguntou Mike, ao fim da história.
         - Sim, a gente ‘tá falando com você aí você num ‘tá mais. – Completou Lizzy, os demais riram.
         - É o super poder do Tio Hyunsik. – Ele deu de ombros, as crianças se animaram, Whitney rolou os olhos. Hyunsik encarou a irmã. - Você contando a história ficou mais melosa do que realmente era, mas vou perdoar. Você ainda tem meus óculos?
         - Meus óculos, você quer dizer. E é claro que eu tenho. – Ela respondeu como se aquilo fosse óbvio.
         - Por que você não ia com a minha cara no começo? – Surgiu Henry no meio da conversa, fazendo as crianças rirem.
         - Porque quando você apareceu ficou todo mundo babando em você. – O ciúme era visível na voz, inclusive no discreto bico que se formou nos lábios, Hyerin não sabia se ria ou se morria de amores com aquilo. – Mas eu aprendi a ir com a sua cara. Principalmente porque, com você namorando a Hyerin, era o fim do Liam enchendo o saco.

         Liam. Aquele nome voltara a discussão e, por curtos segundos, a expressão de Henry se fechou. Hyerin pareceu apreensiva, mas escondeu bem. Hyunsik, que era sempre muito observador, notou a tensão entre eles e encarou Whitney, que também o olhava com a mesma expressão. Era como se ambos perguntassem o porquê daquilo ainda rondar os dois, visto que, aos olhos de ambos, era algo bem desnecessário.

         - Enfim, apenas saiba que eu superei e te aceito na família agora. – Disse por fim, relaxando na cadeira.
         - “Agora” – Frisou Henry, mas Hyunsik só deu de ombros.
         - Ei, vocês grandes. – Mike chamou a atenção. – Quem é Liam?

(Continua...)

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