PLEASE, BE MINE

19:00

Capa por Eloanne Cerqueira
Era uma manhã comum de quinta-feira, a brisa pairava de forma leve, deixando o clima agradável embora as pessoas estivessem apressadas demais para apreciá-lo, principalmente em um dos melhores bairros empresariais da cidade. Homens de terno e gravata corriam em busca de táxis que os levassem para suas reuniões, e mulheres falando ao telefone tentavam correr sobre seus devidos saltos, afim de não desapontarem seus chefes. Entretanto, uma única mulher caminhava em meio aquele caos de forma tranquila. A camisa de botões branca combinada com a saia preta acinturada indicavam que esta fazia parte daquele ‘ciclo social’. Robbie, era o seu nome. Era advogada e trabalha em um dos enormes prédios daquela rua. Não tinha nada programado para aquele dia, e por isso, resolveu deixar sua pressa de lado, e apenas caminhar. Coisa que ela mesma não fazia há um bom tempo. Sempre correndo, como todos os outros naquele lugar. Seus passos eram calmos, mexia os braços de forma leve, fazendo sua não tão pequena bolsa balançar como consequência.
Do outro lado da rua, indo em direção da advogada, um belo e alto rapaz caminhava nervoso. O terno não muito caro, porém em muito bom estado, indicava que este havia cuidado bastante da roupa, já que só a usava em ocasiões especiais. O cabelo levemente castanho estava devidamente penteado e arrumado. Quem o olhasse, teria a certeza de que aquele ambiente era completamente normal para ele. Entretanto, não era. Estava ali única e exclusivamente para algo que seu amigo jurava que daria certo. Suas mãos suavam, e ele revisava pela vigésima quinta vez aquilo que havia ensaiado na noite anterior. A viu, andando a passos calmos em sua direção, rindo discretamente de algo que lera em seu celular.  Respirou fundo e resolveu que era hora de colocar aquele plano que tanto analisou, em prática.

Ouviu o toque de seu celular, indicando que uma nova mensagem de texto havia sido recebida. Rapidamente tirou o aparelho da bolsa, tocando-o levemente na tela, não se surpreendendo ao ver quem era o remetente, ou melhor, a remetente daquela mensagem. “Bom dia minha querida advogada! Passando só para lembrar que sou a pessoa que você mais ama.”  Um pequeno sorriso brotou em seus lábios, sendo seguido por uma risada baixa. Eram comum aquelas mensagens todas as manhãs e nunca se cansava delas. Sophia, era a garota que Robbie mais amava, segundo ela mesma. Robbie a considerava como sua ‘filha’ pelo fato de ser um pouco mais nova do que ela, e se sentia no direito de protegê-la de toda e qualquer coisa. Deslizava os dedos sobre a tela do aparelho a fim de responder aquela mensagem e nem percebeu quando um rapaz passou ao seu lado. Mas... aquele cheiro lhe era familiar. Parou o que estava fazendo, apenas para analisar aquele aroma e ter certeza se o conhecia, e de onde o conhecia. Foi quando ouviu alguém pronunciar o seu nome, e com isso, virou-se.
- Robbie? É realmente você? – O rapaz encarava-a com a melhor cara de surpresa que ele conseguiu naquele momento. Robbie sorriu confusa, pensando que nunca na sua vida havia visto uma expressão surpresa tão mal feita quanto aquela. Já ele, pensava que nunca na sua vida havia feito uma expressão surpresa tão fajuta quanto aquela.
- Desculpe, eu não... – Encarou-o por mais alguns segundos, mas realmente não se lembrava daquele rapaz. Mas por que aquele perfume lhe parecia tão familiar?
- DongHae. Aniversário de quinze anos da Sophia. – Disse ele e tudo estava claro na mente da garota agora. Claro, como ela poderia esquecer? O garoto insuportável e melhor amigo do outro insuportável que agora era namorado da amiga. Na época, ambos eram esquisitos e chatos para que elas se interessassem. Havia infernizado a festa inteira na tentativa de conseguir algo com ela, mas é óbvio que ela não queria nada.
- Ah, claro! – Sorriu ela e então estendeu a mão para que este a apertasse. Ela não podia negar que o tempo havia sido bem generoso com ele. Extremamente generoso, ela diria. Não demorou muito para que ele retribuísse o gesto e um silêncio constrangedor pairasse pelo local.
- Ainda tem contato com ela? – Fingiu desconhecer a vida da advogada, mas é óbvio que este havia sido um completo stalker, recebendo é claro, auxílios da própria amiga.
- É claro, nós dividimos apartamento. – Respondeu ao que teve a mão solta por ele, por mais que achasse que seria melhor mantê-las unidas. Estranha sensação, ela diria.
- Bom... – O rapaz levou uma das mãos até a nuca, acariciando o local de forma rápida, sinal de que estava nervoso. – Está atrasada para alguma coisa? Nós podíamos, quem sabe...
- Tomar um café? Eu adoraria. – A garota sorriu e DongHae achou que aquele batom que ela usava era inadequado para o horário. Por que uma cor tão convidativa tão cedo? Já ela, pensava que estava sendo um tanto, atirada. Mas ninguém poderia culpá-la. Ele era um completo idiota e estranho alguns anos antes. Agora, ele poderia ser um completo idiota ainda, mas um completo idiota e lindo.
- Está trabalhando por aqui? – Perguntou ele, como se já não soubesse aquilo, é claro. Passou a caminhar lentamente ao lado da garota, para que aquela conversa fosse o mais longa possível.
- Sim, trabalho! Tem um tempo, na verdade. Escritório de Advocacia, quinto andar. – Usou do indicador para apontar o prédio o qual trabalhava, sorrindo ao notar a atenção do rapaz. – E você, está por aqui? Creio que tenha pouco tempo, já que nunca o notei por aqui. – E com certeza ela teria notado aquela coisa por ali. Que Sophia não a ouvisse, já que teria aquilo jogado na cara pelo resto da vida.
- Na verdade, eu... Estou trabalhando algumas ruas depois. Comecei agora, ainda sou do tipo que faz aquilo que o chefe manda.  – Disse ele, desconsertado. Não era a hora para dizer que só estava ali para que pudesse encontrar ela. Talvez mentir, ou omitir aquilo naquele momento não faria mal. Ou pelo menos era o que ele esperava.
- Sei como é, já tive essa fase. – Sorriu, tentando transparecer que não percebeu o desconforto do rapaz. Não demorou para que chegassem ao café desejado. DongHae rapidamente foi até a porta, abrindo-a para que a garota entrasse. Em meio a risos, Robbie adentrou o local aguardando que o rapaz entrasse e seguissem até uma mesa.
Assim que fechou a porta atrás de si, o rapaz estendeu o braço para a frente, indicando que a mulher fosse em sua frente, e que esta escolhesse o local que deveriam sentar. Como era de costume ir ali, Robbie rapidamente guiou-o até sua mesa preferida, a qual sempre tomava um delicioso frappuccino ao lado de Sophia.
- Então, o que anda fazendo da vida além do escritório? – Perguntou DongHae assim que se sentou ao lado da advogada. Pegou um dos cardápios e o observou, por mais que já soubesse o que iria pedir.
- Pra falar a verdade, nada. Ultimamente ocupo minha vida só com o trabalho. Algumas saídas ao lado de Sophia, mas poucas. E só. – Deu de ombros, era a mais pura verdade. Por mais que amasse sair com a amiga, segurar vela não era um dos seus hobbies. Por isso, preferia ficar em casa lendo um bom livro. – Mas e você? O que ainda fazendo além de ser “pau mandando do seu chefe”? – Riu-se em um tom baixo, esperando que aquela brincadeira não o irritasse. O mesmo apenas rolou os olhos, acompanhando-a em suas risadas. Nesse momento, uma das garçonetes chegou para atendê-los, fazendo com que a atenção de ambos fosse para ela.
- Um café puro pra mim e um frappuccino para a mocinha. – Sorriu para a garçonete, entregando-lhe o cardápio. Virou o rosto para a garota, encontrando-a completamente surpresa. – O que foi?
- Como você sabe? Me vigiar é o seu hobbie favorito ou você andou conversando com a Sophia e aquela história de “Você ainda tem contato com ela” era tudo fachada? – O encarou séria, fazendo-o rir abertamente. Cruzou os braços, semicerrando os olhos. Como ela caiu naquela história de encontro por acaso? Fala sério.
- Tá, mas não precisa me encarar com essa cara de que vai me mandar pra cadeia, ok. Eu conversei com ela sim. – O rapaz deu de ombros, sentindo todo o seu plano ir por água abaixo. Ele planejava contar para ela, é claro, mas só depois que estivessem juntos. Se aquilo desse certo, obviamente.
- Tudo estava muito suspeito mesmo, me pergunto porque eu caí. – Meneou a cabeça em sinal de negativo, reprovando a si mesma.
- Bem, eu diria que... – O rapaz ajeitou o paletó que vestia, voltando a posição que estava antes. – Talvez a senhorita estivesse deslumbrada com a minha beleza que nem notou. – Foi a vez da garota rir alto, fazendo alguns outros clientes a encararem.
- Primeiro que essa sua frase soou extremamente gay. E segundo, fala sério. – Meneou a cabeça em sinal de negativo, rolando os olhos. O garoto riu novamente, e então, o pedido chegou.
- “Fala sério”, isso não pega muito bem para uma advogada, sabia? – Bebericou um pouco do seu café, fazendo a garota bufar. Agora ela teve certeza que ele só havia melhorado em beleza. O completo idiota infelizmente o tempo não conseguiu retirar.
- Culpe a Sophia e a linguagem de mano dela. – Agora foi a sua vez de bebericar sua bebida, fechando os olhos no momento que o delicioso sabor chegou aos seus lábios. O rapaz riu novamente.  – Certo, o que você quer? – Colocou o copo sobre a mesa, cruzando os braços novamente e o encarando séria. DongHae arqueou a sobrancelha.
- Pareço querer algo, senhorita? – Colocou seu xícara sobre a mesa de igual forma, apoiando os cotovelos sobre a mesa, enlaçando os próprios dedos.
- Receio que não fez todo este esquema para nada. Vamos, o que quer? – Torceu os lábios e o rapaz pensou novamente que aquele batom era completamente impróprio para aquele horário. Entretanto, não pôde deixar de sorrir. Estava mais esperta do que se lembrava.
- Uma festa, sábado à noite. Em nome dos velhos tempos. – Piscou sorrindo travesso, fazendo-a bufar. Apesar de estar sendo extremamente chato, a garota pensou o que teria a perder. Era só uma festa, certo? Caso ele continuasse irritante, era só sair dali, certo? Certo.
- Tudo bem. Mas Sophia e Henry irão conosco, só pra garantir. – Sorriu falsamente, fazendo o rapaz sorrir largo. Mal sabia ela que aquilo só o faria ter mais dois aliados.
- Feito. – Piscou novamente, bebericando seu café. De inicio, DongHae esperava fazer tudo aquilo nos conformes, entretanto, o lado infantil de Robbie pareceu aflorar ao descobrir de seus planos, e de certa forma, só tornou tudo aquilo mais... interessante.

XXXXxxXXxxXX

- Fala sério Robbie, não é assim tão ruim sair com o DongHae. – Sophia dizia enquanto Robbie caminhava de um lado para o outro gritando que estava louca quando aceitou sair com aquele cara.
- Fala isso porque não é você. Imagina, ele está tão idiota quanto era há seis anos. – Parou encarando a amiga com os olhos semicerrados e cruzou os braços. Sophia encarou a amiga confusa. No fatídico dia do encontro, Robbie chegou em casa totalmente feliz falando o quanto o rapaz estava bonito e sedutor, principalmente de terno. Agora ela está se martirizando porque vai sair com ele? Cadê a lógica?
- Robbie, você é doente. – A mais nova meneou a cabeça em sinal de negativo, encarando a mais velha como se lastimasse. – Fala sério, você chega aqui toda serelepe porque encontro com ele e vão sair e tudo mais, agora tá se matando? Cadê seu diasepan? – Ao terminar de falar, curvou-se aos risos, já esperando um travesseiro em sua direção.
- Cala a boca, pirralha! – E como já era previsto, um travesseiro fora arremessado contra a mais nova de forma brusca. – E sério, ele é um idiota! Acho que eu não vou. Ainda me lembro das cantadas baratas que ele usou no seu aniversário. – Robbie fez uma cara de nojo, fazendo com que Sophia risse mais uma vez.
- Ah, fala sério. Se for pra comparar com o que eles eram, eu não estaria com o Henry. Naquele aniversário ele me jogou tanta cantada barata que eu tive que expulsá-lo da festa. – As duas começaram a rir lembrando do desespero do rapaz ao ser ‘convidado’ a se retirar dali pelos seguranças.
- É, mas o bochecha teve solução, o Hae não...
- Robbie, pelo amor de Deus. Seis anos não são seis dias. Eles cresceram e nós também. Tem bastante coisa que a gente não faz como naquela época, e outras coisas que a gente até se envergonha. Dá uma chance pra ele.- Diante do silêncio da mais velha, Sophia se levantou da cama onde estava sentada, indo em direção da outra e parando em sua frente.
– Não precisa necessariamente ficar com ele, só vai e tenta se divertir. Se não der certo, vocês voltam pra casa. Fim. – Mesmo que não quisesse admitir, Robbie sabia que a amiga estava certa. Suspirou e encarou o chão. Estava realmente fazendo tempestade em copo d’água.
- Tá, mas lembre-se de não sair de perto de mim, caso contrário eu te mato. – Levantou o indicador até o rosto da mais nova, fazendo-a rolar os  olhos e rir.
- Tá bom, tá bom! Agora sai daí que eu vou escolher sua roupa. – Empurrou-a para que saísse da frente do armário, fazendo com que a mais velha a encarasse incrédula.
- Ora, por que você? – Cruzou os braços novamente, semicerrando os olhos. O estranho disso tudo era que, Robbie sempre escolhia a roupa das duas quando iriam sair, e achava que dessa vez não iria ser diferente.
- Porque se não você vai toda comportada e não queremos isso pra essa noite. – Piscou para a mais velha, gargalhando de sua expressão, que entregava totalmente que seus planos eram realmente aqueles.
- Sua filha de uma...
- PAROU, EIN? – E um travesseiro fora jogado novamente, iniciando uma pequena-grande guerra e xingamentos de quinze minutos.

xxXXXxxxXX

- Olha, se você reclamar eu juro que te dou uma surra. Está completamente linda e completamente composta. Agradeça a Deus que fui generosa com você. – Sophia cochichou para a amiga assim que saíram do carro, rumando a entrada do pub.
- Vai ficar me devendo a surra, bolinho. Eu adorarei o look. – Sorriu ela, ajeitando os cabelos que estavam soltos, levemente ondulados. Usava uma legging em vinil fosco grudada ao corpo, combinada com uma camisa branca sem mangas de renda. O colarinho e a parte dos botões eram da cor preta, dando um ar mais clássico e vintage a produção. Nos pés um scarpin plataforma de pele de cobra, e em uma as mãos, uma bolsa roxa metalizada. – Mas então, cadê os meninos?
- Nossa, mal chegou e já está preocupada com o seu par? – Alfinetou a mais nova, recebendo um dos olhares mortais de Robbie. – Tá, não precisa me matar, ok. – Gargalhou ela, já avistando a figura do namorado caminhando em sua direção. Segurou a mão da amiga, puxando-a para entrarem de vez naquele lugar.
- Cara... – Henry, ao notar a roupa que a namorada usava, olhou-a de cima a baixo, maravilhado. A garota usava um vestido tubinho preto composto por dois tecidos, um mais pesado de corte tomara que caia, e um bem fluido semitransparente encobrindo o busto e formando uma gola alta. Na cintura, um cinto de couro preto com alguns detalhes em dourado, que combinavam perfeitamente com sua bolsa. – Por que você está mostrando mais corpo se a Robbie é quem vai desencalhar hoje?
- HENRY. – Sophia usou da bolsa para batê-lo em um dos ombros, fazendo encolher-se minimamente. Robbie rolou os olhos, mas não pôde deixar de rir. Sabia que o namorado da amiga era meio lerdo e mancadas como aquela eram comuns.
- O que foi? – Perguntou ele como se o gesto da namorada fosse a coisa mais absurda do mundo. Uma das mãos foi levada até o ombro, acariciando-o com força, na tentativa de diminuir a possível dor causada por ela.
- Cadê o DongHae? – Sophia rolou os olhos, ignorando completamente a idiotice do namorado.
- Você chega toda linda desse jeito e ainda pergunta por ele? – Alfinetou ele, desviando de mais um tapa vindo dela. Segurou-lhe o braço, puxando-a para mais perto de si e selando-lhe os lábios de forma rápida. Robbie rolou os olhos mais uma vez ao observar a cena, segurar vela agora? Fala sério.
- Ô casal vinte, deixem pra se pegar quando meu acompanhante chegar, ta legal? Não estou a fim de segurar vela.... De novo. – Robbie cruzou os braços, fazendo o casal rir alto. Henry passou os braços pela cintura da namorada, abraçando-a.
- Calma Robbie, logo ele chega. – Sorriu Sophia, encarando o nervosismo da amiga. – Só espero que ele não se atrase, ou eu mato ele. – Tanto Henry, quanto Robbie encararam a garota um tanto confusos com sua bipolaridade, mas resolveram que nada diriam.
- Mas olha Robbie, parece que não vai ter que ficar de vela por muito tempo. – Henry usou do queixo para apontar alguém que vinha na direção dos três. Robbie não soube por que, mas estremeceu só de imaginar que o rapaz estava a caminho. Sophia notou a tensão na amiga, e sorriu discretamente para ela, fazendo-a semicerrar os olhos, Sophia riu.
- Olá, senhorita. – Sussurrou o rapaz próximo ao ouvido da garota, fazendo-a se arrepiar de leve. Agradeceu mentalmente ao seu cabelo por estar solto e não deixar visível a sensação que aquele sussurro lhe casou.
- Oi. – Disse seca, sorrindo falsamente e usando uma das mãos para empurrá-lo delicadamente. – Mantenha distância, obrigada. – Diante desse gesto, um sorriso travesso brotou nos lábios do rapaz, fazendo a garota bufar.
- Parece que a noite vai ser longa, bem longa. – Disse Sophia, aos risos.
- Então gente, nós vamos... Fazer qualquer coisa longe de vocês, tá? Se divirtam, não se matem, E Hae... – O futuro casal desfez o contato visual para encarar Henry. – Boa sorte. – Piscou para o amigo, e antes que Robbie pudesse xingá-lo, os dois sumiram em meio as pessoas daquele pub.
- Bem, agora somos só eu e você... – O rapaz levou ambas as mãos até a cintura de Robbie, mas a garota tratou de empurrá-las para longe dali.
- Ah, fala sério... – A garota bufou, já iniciando alguns passos para qualquer mesa que estivesse vazia.
- Ei, aonde você vai? – O rapaz apressou os passos, passando por ela e parando em sua frente. Robbie arregalou os olhos, surpresa. Não esperava que ele fosse tentar aproximação tão rápido. Perto demais, pensou ela. Afastou-se minimamente dele, ignorando sua frase e pretendendo sair dali logo. – Ah Robbie, fala sério. Não te convidei pra você ser tão fria comigo.
- E você queria o quê? Que eu caísse aos seus pés? Não, obrigada. – Disse um pouco mais alto por conta da música, mas sem se dar ao trabalho de se virar para ele. Mais uma vez, o rapaz foi mais rápido, segurando-lhe um dos braços e puxando-a brutalmente para que se virasse para ele. Dessa forma, o corpo da garota colou ao seu, fazendo-o se arrepiar, mesmo que de leve.
- Então, que se dê ao trabalho de ao menos dançar comigo. – E como naquela quinta-feira, o rapaz analisou os lábios de Robbie, se perguntando o porquê de usar uma cor de batom tão convidativa quanto aquela. Depois, lembrou-se o motivo dela estar ali, e por isso, sorriu. – Não vim até aqui pra nada.
Diante daquilo tudo, a garota percebeu que o seu silêncio era a melhor resposta. Sabia que se resolvesse falar alguma coisa, iria gaguejar ou se atrapalhar com as palavras. Respirou fundo, dizendo apenas um “Tudo bem” quase que inaudível, retirando a mão de DongHae do seu braço, indo até a pista sem esperá-lo. Não havia se passado nem cinco minutos e ele já estava causando sensações nela, que mundo injusto. Procurou por Sophia para que “pudesse ir lá deixar a bolsa” e nunca mais voltar, porém não a encontrou, tendo que se conformar em segurá-la. O que de certa forma foi bom, já que a bolsa ajudaria em evitar qualquer tipo de contato. Só então notou que naquele momento tocava Sexy Lady, cantada por Wooyoung. “Obrigada Destino”, pensou ela.
Ainda com aquele sorriso travesso nos lábios, o rapaz levou uma das mãos até a cintura de Robbie, puxando-a de leve para mais perto de si. De leve, porque temia mais uma fora. Porém, este não veio, fazendo com que o rapaz a puxasse novamente, fazendo com que os ambos os corpos ficassem colados. Foi naquele momento que a garota finalmente observou o traje do rapaz. Usava uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos, e três botões - desnecessariamente - abertos, deixando a parte superior do seu peito amostra, uma calça jeans simples de corte reto e lavagem em azul acinzentado e machas brancas chamando atenção para as coxas. Não chegou a notar quais sapatos ele usava, e nem se preocuparia com o que ele estivesse usando. Só notou que perdeu tempo demais encarando a pele exposta do rapaz quando este deixou escapar alguns risinhos em relação a isso.
- Vejam só, parece que eu acertei na escolha da roupa. – Usou um tom de voz que julgou ser sedutor, conseguindo que a garota rolasse os olhos mais uma vez. Pensou então que, se ele podia provocar, ela também podia. Afastou-se dele, deixando a bolsa sobre o balcão e pedindo carinhosamente que o barman tomasse conta da mesma. Deslumbrado pela beleza da garota, obviamente, o barman a guardou como se guarda um filho. Voltando para DongHae, que encarava a cena um tanto confuso, Robbie o puxou pelo colarinho da camisa, surpreendendo-o. As mãos do rapaz automaticamente foram a cintura da garota, apertando-a ali com vontade. Deslizou uma das mãos até a pele exposta do rapaz, arranhando aquele local de forma leve, fazendo-o morder o próprio lábio inferior. Este, desceu uma das mãos até a coxa da garota, sendo impedido pela mão livre da garota.
- Não tão rápido, querido. – lançou uma piscadela para ele, virando-se de costas e então, passou a dançar com mais vontade que anteriormente. Seus quadris mexiam-se com vontade, fazendo os olhos masculinos brilharem ao encarar aquele belo corpo roçando ao seu.
- Driving me crazy, sexy lady. – Sussurrou junto da música, próximo ao ouvido da garota, fazendo-a rir. Enquanto esta pensava no próximo passo, o rapaz usou de suas mãos para virá-la para si, e antes mesmo que ela pudesse reagir, seus lábios foram capturados pelos dele.

- Sophia, para de bisbilhotar eles dois... – Henry depositava alguns beijos pelo pescoço da namorada, a fim de tentar chamar sua atenção. Não obtendo muito sucesso.
- Ai Henry, eu não estou bisbilhotando, eu estou apenas tendo certeza do que está acontecendo lá. – A garota tentava inutilmente ver o que acontecia ao casal, já que, estavam distantes o suficiente, e ainda por cima, estava sem os seus óculos, dificultando um pouco mais sua ‘checagem’.
- Sophia, para com isso. – Usou um tom manhoso, apertando de forma leve o corpo da namorada. E mais uma vez, não obteve sucesso. Suspirou pesadamente, levando um susto ao que a garota deu um grito. – Cara, vai matar a tua mãe, que susto. O que houve?
- A Robbie, olha lá... – Apertou os olhos, para ter certeza daquilo que estava vendo. – Ela tá dançando pra ele? Mano, e ela querendo me enganar se fazendo de ‘ai eu não quero ir~’, ai me poupe. – Sophia ria, já imaginando quais argumentos usaria para alfinetar a amiga depois. – AI MEU DEUS, ELES SE BEIJARAM.
- Pronto Sophia, você teve o que queria. Agora PARA. – Usou uma das mãos para puxar o rosto da namorada para si, fazendo-a bufar.
- Henry, me deixa, tá. Eu só... – Antes mesmo que pudesse rebater, os lábios do namorado estavam sobre os seus. Pensou até em empurrá-lo para continuar observando a amiga, mas não valia a pena.

No momento que os lábios de DongHae tocaram os seus, Robbie não soube exatamente o que fazer. De certa forma, sabia que aconteceria mais cedo ou mais tarde naquela noite, mas ela esperava que fosse mais tarde. Ou ela achava que esperava que fosse mais tarde. Seus olhos, antes arregalados, foram se fechando aos poucos, na medida em que o beijo ia ganhando movimento. Já o rapaz, estava numa batalha mental sobre o que acabara de fazer. Seu plano era fazer com que, depois de tanta insistência ela o quisesse, para que o mesmo pudesse recusá-la. Mas por que ela tinha que ser tão... tão ela? Por que ela tinha que ser tão convidativa? Passou a língua pelo lábio inferior desta, e quando a passagem fora concedida, decidiu que nada importava mais. A queria desde aquele fatídico aniversário de Sophia e só a recusaria por conta de seu orgulho ferido. Mas quem se importa com o orgulho quando Robbie está em seus braços? Que se dane seu orgulho e qualquer outra coisa.
Passou os braços com mais possessividade pela cintura da garota, acabando com qualquer distância que existisse entre eles. Moveu os lábios sobre os dela, explorando cada canto de sua boca com a língua. Já ela, Subiu uma das mãos até os cabelos do rapaz, bagunçando-os. Gesto esse que queria ter feito desde a primeira vez que o viu. Já outra, levou até a pele exposta do rapaz novamente, passando a arranhá-lo naquele local com certa força, fazendo-o estremecer. Um sorriso surgiu dos lábios da garota durante o beijo. Não demorou muito para que os movimentos de ambos os lábios se intensificassem, fazendo com que a sede presente em ambos apenas aumentasse. Infelizmente, eles precisavam de ar, e a contra gosto, separaram-se. Os lábios dos dois estavam vermelhos e ambos respiravam com dificuldade.
- Acho que agora é a hora que você me paga um drink. – Disse ela, na maior calma, como se o que acabara de acontecer fosse a coisa mais natural do mundo. O garoto não precisava saber que ela estava em um turbilhão por dentro, e agradecia mentalmente por poder esconder. O rapaz sorriu nervoso, esperava que a reação de Robbie fosse totalmente o contrário. Triste ilusão.
- Um cuba libre, acertei? – Piscou ele, fazendo-a rir. A garota meneou a cabeça em sinal de positivo, e então DongHae enlaçou sua cintura pela lateral, guiando-a até o bar.

XXXxxXXxx

A noite correra tranquilamente, para desespero do rapaz. Logo após aquele momento, sentaram-se ao lado de Henry e Sophia para uma boa noite de risadas e bebida. Relembraram o fatídico dia em que os quatro se encontraram e Robbie e DongHae se conheceram. Para a tristeza de Henry, já que o fato de ter sido expulso da festa de sua namorada foi o centro da conversa.
- Ah, fala sério.  – Virou o copo de sua bebida, irritado. Os outros dois riam da situação e sua namorada tentava inutilmente parar de rir para que pudesse consolá-lo.
- Ah, meu amor... Você era um idiota naquela época. – Disse Sophia, selando seus lábios de forma rápida, rindo-se em seguida. O rapaz bufou.
- Henry, isso foi há seis anos, relaxa. – Disse o amigo, batendo em ombro de leve, gargalhando logo depois.
- Eu pelo menos, depois de ser rejeitado fui lá e consegui quem eu queria. – Disse Henry, balançando seu copo vazia sobre a mesa, apoiando o braço livre ali. – Ao contrário de certos presentes. – Nesse momento Sophia arregalou os olhos, não acreditando no que o namorado acabara de fazer. Robbie sentiu as bochechas arderem e agradeceu mentalmente pelo lugar ser pouco iluminado. E DongHae... Bem, o rapaz estava indecifrável naquele momento.
- Amor, vem aqui que eu preciso de... não importa, vem comigo. – A garota rapidamente levantou dali, puxando o namorado com força, fazendo-o resmungar, mas mesmo assim acompanha-la.
Um silêncio constrangedor se estabeleceu no local por alguns instantes, e Robbie não sabia se tocava no assunto, ou se iniciava outro e fingia que nada do que Henry havia dito importava. O problema era que ela queria saber mais sobre aquele assunto, porque por incrível que pareça, aquilo importava.
- Sabe... – O rapaz encarava a pista de dança com rancor no olhar. – Eu tentei fazer tudo certinho. Combinei com o Henry e Sophia para me colocarem no seu caminho na quinta-feira. Desenterrei meu terno só pra parecer que aquilo era extremamente normal pra mim. Na minha cabeça, você perceberia o quanto eu mudei e aceitaria meu convite para sairmos juntos e depois rolaria algo. – Bebeu o resto da sua bebida e com um sorriso triste, continuou. – Mas foi só você perceber que eu tinha planejado aquilo, pra você achar que eu continuava um idiota.
Robbie escutava atentamente e a cada palavra do rapaz sentia suas bochechas arderem ainda mais forte. Pra ela, DongHae nunca sentiria nada por ninguém. Eram só brincadeiras idiotas pra uma ficada e só, não eram? Bem, talvez era isso que ela pensava. Vendo que a garota nada diria, o rapaz continuou.
- Tentei reverter a situação e te convidei pra hoje a noite. Mas, o que adiantaria se você já tinha deixado bem claro que me detestava tanto quanto antes? Bem, meu orgulho ainda estava, ou está, ferido... Então eu resolvi que eu iria te provocar até você ceder, e no momento que você finalmente estivesse comigo, eu te recusaria. – O sorriso triste de antes voltou e naquele momento Robbie se sentiu mal.
A garota não esperava que o rapaz guardasse tanto rancor. Certo, poucas foram as vezes que se encontraram, mas todas elas a garota havia sido extremamente fechada com ela, só não sabia que isso alimentaria esse sentimento em DongHae.
- Hae, eu não...
- O problema foi que, meu plano deu errado... de novo. Você é tão boa em provocar quanto é boa advogando. – O rapaz se levantou e rapidamente levou ambas as mãos até os bolsos de sua calça, caminhando devagar e parando perto da garota, que ainda estava sentada. – E então, eu vi que meu orgulho não valia nada. Você estava nos meus braços, mesmo que contra a própria vontade, mas estava.
- Do que você está falando? – Se Sophia estivesse ali, com certeza levaria uma das mãos até a própria testa, reprovando a atitude da amiga. Apesar de entender tudo claramente, ela queria ouvir com ainda mais clareza o que ele queria dizer.
- Estou falando que sempre te quis, Robbie Maria. – Usou o tom de voz debochado que sempre usava, irritando-a. Que garoto bipolar, pensou ela. – E quando finalmente eu consigo alguma coisa, você simplesmente age como se não tivesse acontecido nada. – O rapaz sorriu amargurado. Ou pelo menos ela achou que estivesse. – Talvez eu realmente seja um nada. – Suspirou pesado, e então levou uma das mãos até a de Robbie, acariciando-a de forma leve.
DongHae usou de pouca força para puxá-la dali, e sem hesitar, Robbie levantou-se da cadeira, ficando de frente para ele. A mão livre fora levada até a cintura da garota, trazendo de forma delicada para mais perto de si. A outra, largou a pequena mão, sendo guiada agora até seu rosto. Robbie fechou os olhos.
- Esse nada está te pedindo que pelo menos hoje, você seja dele. – O tom de voz que usava era fraco, quase um sussurro. E apesar do barulho que fazia naquele lugar, Robbie entendeu muito bem. A mão do rapaz passou a acariciar o rosto da garota de forma leve, fazendo a se arrepiar com tal contato. – Mesmo que você não queira, mas eu te peço que só hoje... Seja minha. Pode voltar a me esnobar o quanto quiser, ou até mesmo me ignorar. Mas deixe que eu tenha hoje com você.
O coração de Robbie parou por alguns instantes. Se sentira completamente mal pela forma que o tratou anteriormente, e agora, depois dessa súplica vinda dele, seu coração só a alertava que mais uma vez ela deveria parar de ser rude. Aquele pedido fez com que Robbie percebesse que ela não o queria SÓ por hoje. Mesmo que, poucos tenham sido os encontros entre eles, aquela última hora havia mudado tudo. Analisou todas as possibilidades e só percebeu que havia demorado demais quando DongHae suspirou pesado novamente, já afastando-se dela para que pudesse deixa-la em paz.
Foi quando suas mãos seguraram o colarinho de sua camisa com força, fazendo-o encará-la surpresa. Com um sorriso, Robbie aproximou o próprio rosto da face do rapaz, e a próxima coisa que ele sentiu foram os lábios macios e convidativos dela sobre os seus. Durante aquele beijo, Robbie tentou ao máximo demonstrar o que estava sentindo. Queria que ele soubesse que aquilo não era pena ou coisa do gênero, queria que ele soubesse que ela o queria tanto quanto ele a queria. O rapaz entendeu o recado, apertando sua cintura com certa força, encostando-a na mesa que antes conversavam. Já ela, levou uma das mãos até os cabelos, bagunçando-os com vontade. Já a outra, levou até sua pele exposta do peito, acariciando aquele local de forma leve, usando das unhas para tanto. Não demorou muito para que o beijo perdesse a intensidade e se tornasse só alguns selinhos.
- Então você não trabalha por ali mesmo? – Perguntou ela, assim que se afastaram. DongHae a encarou confuso. – Então acho que não rola um café na segunda, rola? – Sorriu ela, fazendo o rapaz gargalhar e beijá-la novamente.

Alguns meses depois...

Sophia estava sentada sobre a mesa com o corpo do namorado colado ao seu. Aos mãos do rapaz passeavam livremente pela sua cintura, adentrando de forma leve a blusa que a garota vestia. Já Henry, não usava mais sua camisa e aos mãos de Sophia podiam se deliciar pelo abdômen do rapaz, arranhando-o algumas vezes, fazendo-o se arrepiar.
- Fala sério, pornô ao vivo tão cedo? – Pronunciou DongHae ao adentrar a cozinha, sendo seguido pela namorada. Robbie do susto do casal ao se separar e Sophia envergonhada, escondeu o rosto no peito do namorado.
- Licença ainda se usa, sabia? – Disse Henry, ajudando a namorada a sair dali e abraçando-apela cintura. O outro casal ainda estava em gargalhadas e Sophia virou o rosto de forma mínima para eles, encarando-os séria.
- Como assim licença? Vocês vieram ‘fazer a pipoca’ há mais de vinte e minutos. Viemos ver qual tinha sido o problema.
- E que problema, hein gente. – Completou Robbie, fazendo Sophia cruzar os braços.
- Casalzinho sem moral vocês, sabiam? Semana passada estavam se pegando no sofá. Nós vimos, tá. – DongHae encarou o amigo perplexo e Robbie arregalou os olhos. Foi a vez de Sophia e Henry rirem.
- Vocês viram? Mas... ai meu Deus. – A garota apertou os olhos, levando ambas as mãos até o rosto, escondendo suas maçãs.
- Não se preocupa, Robbie. Eu tampei os olhos do Henry quando o Hae tirou sua blusa. – As risadas que saiam dos lábios de Sophia eram altas, contagiando o namorado.
- Ai gente, é sério isso? – Robbie torceu os lábios, tímida.
- Acabou a ladainha, vamos ver o filme? Cadê a pipoca, já fizeram? O que acham de irem comprar uns doces? Sophia ama cupcakes, acho uma boa vocês saírem... – DongHae disse rápido e Henry riu, saindo da cozinha e levando a namorada consigo.
- Ih, a lá! Mudou de assunto, ficou envergonhado garanhão? – Alfinetou Henry, recebendo a caixa de fósforos em sua direção. – Ih, ficou irritado.
- Parou, ein. Nada de machucar meu namorado, ainda quero ele vivo. – Sophia abraçou o rosto do rapaz, na tentativa de protegê-lo.
- Ele que começou, não tenho culpa. – Hae deu de ombros, procurando outra coisa para arremessar ao rapaz que ainda ria.
- Como assim eu que comecei? Você que chegou aqui atrapalhando a gente, eu não tenho culpa se você não aguenta, tá.
A discussão se seguiu por mais alguns minutos e por fim, depois de muitas coisas arremessadas uns contra os outros, uma porção de pipoca queimada e uma ida ao mercado que durou meia hora, tudo ocorreu bem. Estavam felizes, à maneira deles e isso era notável. Há um salmo que diz “Ame o seu amigo, e no momento difícil ele se torna um irmão”. Robbie e Sophia sabiam bem disso. DongHae e Henry sabiam bem disso. E, eles tinham plena certeza, que qualquer que fosse o problema, eles tinham uns aos outros. Agora, eles eram uma família. E não se abandona a família. 

FIM.

Leia Também:

3 comentários

  1. É eu abri a pagina e fiquei fangirlando no título antes de ler ~e ser interrompida~~
    E eu ainda acho mais uma coisinha... tu também tava de complô em informar o dia mais calmo pro Hae?
    Pausa pro ataque de riso, sem querer imaginei o Hae com o cabelo atual do SuShow5 like a cacatua platinada de terno kkkkk meu menino especial<3
    Sabe de uma coisa, não ligo de receber esse tipo de sms não, mas vou ser boazinha e arrumar o app pra vc não gastar crédito, e ver se tomo vergonha na cara com o wifi
    Thi você tem que parar (só que ao contrário) de fazer essas cenas que me fazem ver filme, sabe, eu ja te falei, mais falo de novo... essa parte dele passando comigo distraída e tendo um 'click' por causa do perfume é tão imaginável que eu sofro aqui... /suspiros
    O Hae devia ser muito chato pra eu não querer ver ele depois do seu niver nenhuma vezinha...
    'O rapaz levou uma das mãos até a nuca" < oi item da lista de coisas que amo. Não sei pq acho isso fofo mais vamos lá...
    'Agora, ele poderia ser um completo idiota ainda, mas um completo idiota e lindo.' e eu to rindo - e concordando - com isso again
    'Por isso, preferia ficar em casa lendo um bom livro. ' a pessoa tava lendo tão surtada que não tinha pegado essa parte até agora.
    'Nesse momento, uma das garçonetes chegou para atendê-los, fazendo com que a atenção de ambos fosse para ela.' ai eu tava querendo bater na mulher por interromper mais ele sabendo o que eu ia pedir foi fofo que até me acalma
    'Como ela caiu naquela história de encontro por acaso? Fala sério.' o pior é, eu mesma poderia cair, mesmo com aquela hora que ele ficou sem graça, num primeiro momento eu tinha achado que era só por ele ser pau mandado do chefe, julgue minha lerdeza.
    'O completo idiota infelizmente o tempo não conseguiu retirar.' era pedir milagre demais pra um santo só.
    "Agora foi a sua vez de bebericar sua bebida, fechando os olhos no momento que o delicioso sabor chegou aos seus lábios. " so notei agora+1 Vc ta me stallkeando aqui tbm? eu faço isso quando to com muita vontade de beber algo.
    " Culpe a Thiarlley e a linguagem de mano dela. " Baseado em fatos reais OI
    Esse 'senhorita' da vontade de bater na cabeça dele, sério!
    'Ainda me lembro das cantadas baratas que ele usou no seu aniversário. –' agora tu vai la e lembra da foto like a muleke piranha e imagina melhor ainda as noiices que ele possa ter dito /vergonhaAlheia

    ResponderExcluir
  2. O bochechas pelo menos tem a seu favor o fato de parecer estremamente fofo quando kid
    '– Não precisa necessariamente ficar com ele, só vai e tenta se divertir. Se não der certo, vocês voltam pra casa. Fim. ' NEM PE DISSIMULADA ESSA MENINA NÉ? Ja tava armando
    Henry me chamando de encalhada por tabela ainda merece uns tapas bem dados u.u
    Priscila rolou os olhos mais uma vez ao observar a cena, segurar vela agora? Fala sério.+1
    DongHae sendo filho da mãe e provocando e rindo pq ta dando certo é tão DongHae
    Sabe, eu passei a semana toda ouvindo Sexy Lady por culpa sua, sem contar as brisadas no onibus com essa parte e a tentativa frustrada de disfarça as caras e bocas de imaginar lalala
    Eu continuo com dó do Henry, mais ele deu seu jeito kkk
    '- Acho que agora é a hora que você me paga um drink. – Disse ela, na maior calma' da onde a calma saiu é que eu não sei né? Mas é mais divertido deixar ele frustrado.
    Henry só da bola fora...
    Hae abrindo coração me deixa querendo abraçar ele pq ~~ manteiga derretendo~~
    '- Estou falando que sempre te quis, Priscila Maria. ' como eu fico brava com um 'Maria' numa hora dessa?
    – Talvez eu realmente seja um nada. – Suspirou pesado, e então levou uma das mãos até a de Priscila, acariciando-a de forma leve.
    aquele momento em que vc quer agarrar a pessoa e falar que nem de longe ele seria um nada
    'A outra, largou a pequena mão,' eu to rindo pq minha mão não é pequena kkkk mas ta releva
    - Esse nada está te pedindo que pelo menos hoje, você seja dele. ~~~mano thi, vc joga baixo quando quer coisa fofa de casal, sofrendo lindamnete
    Esse paragrafo *suspiros* ~~ ja vi pra qual parte da fic eu vou correr quando precisar de algo pra me animar..
    *continua suspirando* Esse beijo rendeu mais surto que o primeiro primeiro, e a descrição ta pra surto, da pra sentir os sentimentos, o que queria passar
    Thi eu amo como vc emenda esse momentos funny com os romanticos de um jeito muito harmonico <3
    Mano no meio da cozinha do nosso apartamento é sacanagem, vão pra um quarto -q
    '- Vocês viram? Mas... ai meu Deus. – A garota apertou os olhos, levando ambas as mãos até o rosto, escondendo suas maçãs.' aquele momento em que vc quer enfiar a cabeça dentro da geladeira ou onde for pra disfarçar
    ' Parou, ein. Nada de machucar meu namorado, ainda quero ele vivo. ' claro com ele machucado ela não pode ficar se pegando com ele /corre
    E eu volto a ter vontade de chorar lendo isso, eu sei que sou manteiga derretida ok? Mas, fazer o que, a importância não é pouco, e saber que isso não vale só pra fic não tem preço. *abraça*
    Thi tu ja sabe que amei a fic, em varios detalhes, que eu chorei feito baby e que ainda to emocionada por vc ter se esforçado pra terminar a fic antes pra eu não me prejudicar com minha teimosia... Ai cara não sei dizer o quanto eu te amo por fazer isso, e por ser minha brigadeiro

    ResponderExcluir
  3. Voltei pra ler por motivos de precisando de coisa love pra ler e aquele beijo feat declaração é amor demais pra mim...
    *suspiros*

    ResponderExcluir

ATENÇÃO:

O conteúdo aqui postado é de responsabilidade de seus respectivos autores e fica proibida a reprodução de qualquer publicação sem o consentimento dos mesmos e/ou sem os devidos créditos, sendo considerado PLÁGIO.

ARQUIVO